Centenas de manifestantes se reúnem nesta sexta-feira (13) na frente da sede da Petrobras e também no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para participar do Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora, da Petrobras, da Democracia e da Reforma Política. O ato teve início às 14h com uma assembleia de professores estaduais no vão livre do Masp e mais tarde na frente da Petrobras. Por volta das 16h, manifestantes de ambos os atos vão se reunir para caminhar até a Praça da República, no centro da capital paulista.
Os organizadores esperam reunir cerca de 30 mil manifestantes, enquanto a PM estima a participação de três mil pessoas.
Em entrevista em frente à sede da estatal, o presidente da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) Onofre Gonçalves disse que o ato de hoje é contra o pedido de impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff, embora não seja um ato contrário ao protesto marcado para domingo (15) no país.
“Nosso ato não é contra outro ato. Nosso ato é em defesa da soberania nacional e da Petrobras. Quem quiser falar contra isso, faça o ato no domingo”, falou ele. “Se tem alguém querendo um terceiro turno, isso não está escrito na Constituição. A eleição brasileira é em dois turnos. Se alguém está esperando o terceiro deve esperar as próximas eleições”, acrescentou.
Segundo Gonçalvez, além da defesa da Petrobrsa, o ato reivindica uma reforma política no país, com o fim de financiamento privado de campanhas e a preservação de direitos trabalhistas: “É um ato dos trabalhadores e trabalhadoras em que nós reivindicamos, primeiro, que as Medidas Provisórias [que alteram benefícios trabalhistas] sejam revistas porque mexem em direitos e não queremos que se mexa em nenhum direito dos trabalhadores. Segundo, estamos também defendendo a Petrobras, que é uma das estatais do povo brasileiro, gerando milhões de empregos e não pode ser privatizada e fragilizada a ponto de servir aos interesses internacionais”