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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Justiça Federal manda bloquear R$ 20 milhões de Beto Richa, outras 16 pessoas e duas empresas

Por...www.observadornews.com.br... Curitiba


Defesa pede transferência de Beto Richa para sala de Estado Maior; veja vídeo da audiência de custódia — Foto: RPC/ReproduçãoDefesa pede transferência de Beto Richa para sala de Estado Maior; veja vídeo da audiência de custódia — Foto: RPC/Reprodução

A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens em até R$ 19,9 milhões do ex-governador Beto Richa (PSDB), de outras 16 pessoas e duas empresas. Eles são investigados na Operação Integração, que apura crimes como corrupção e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias no Paraná.
A decisão do juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, é da segunda-feira (2). Em nota, o ex-governador afirmou que "jamais se envolveu em qualquer ato de corrupção". Leia a íntegra mais abaixo.
O ex-governador é alvo de outros bloqueios envolvendo processos nas estadual e federal. Em março, a Justiça Federal mandou bloquear ativos financeiros em até R$ 2 bilhões de cinco das seis concessionárias de pedágios e de diretores das empresas investigados na Operação Integração.
A Operação Integração, que começou no âmbito da Operação Lava Jato, teve duas fases deflagradas.
O bloqueio determinado pela Justiça está relacionado à primeira, que teve como foco irregularidades na Econorte, prendeu o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) Nelson Leal Júnior e o ex-diretor da Econorte Hélio Ogama.
Os dois afirmaram, em delação premiada, que havia pagamento de propinas durante a elaboração de aditivos de contratos das concessões.
As investigações apuram a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato envolvendo os procedimentos de concessão de rodovias federais do Paraná que fazem parte do Anel de Integração.
A operação foi, inicialmente, deflagrada no âmbito Lava Jato. No entanto, o então juiz federal Sérgio Moro abriu mão do processo argumentando que a ação não tinha qualquer ligação com os casos de corrupção na Petrobras.
A continuidade das investigações levou à realização da Operação Integração II, que prendeu dirigentes de outras concessionárias e da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) no Paraná.
Dois mil e quinhentos quilômetros de estradas federais foram entregues em regime de concessão pelo Governo do Paraná para seis empresas privadas em 1997. Os contratos valem até 2021. À época da assinatura, a promessa era ter estradas de primeiro mundo.

Nota de Beto Richa na íntegra:

“O ex-Governador Carlos Alberto Richa novamente esclarece que jamais se envolveu em qualquer ato de corrupção, seja em relação ao pedágio, seja em relação a qualquer outro tema. Na condição de Governador, sua participação se limitou aprovar atos cuja legalidade fora atestada pelo Estado do Paraná, pelo DER/PR, pela AGEPAR, sob fiscalização do Governo Federal.
Todas as alterações realizadas, inclusive, foram avaliadas pela Procuradoria do Estado, que agora questiona esses atos. A tentativa de vincular o ex-Governador a supostos atos de corrupção se ampara exclusivamente na palavra de réus confessos, que receberam diversos benefícios para envolver seu nome nos supostos atos de corrupção em suas delações premiadas. Fora disso, não há prova alguma das alegações lançadas. Ao fim a verdade prevalecerá”.

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